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domingo, 8 de março de 2009

Literatura Rica!


ALGUMAS GARRAFAS DE VINHO
Com o cair da chuva parece que o mundo dá uma pausa, este barulho que a água ao tocar o chão proporciona, faz me relaxar subitamente. Uma noite suave e tranqüila e enquanto a maioria dorme e vive no mundo dos sonhos uma alma senta para escrever. Esta alma que se deixa levar pela noite e recorda momentos do passado, se recorda quando passeava pelas praias de Algarrobo no Chile, uma praia de areia grossa e águas muito geladas.
Eu estava acompanhado de meus familiares que apreciavam aquela viajem tanto como eu, o Chile é muito bonito, tem ótimos vinhos e as praias são bem quentes no verão. Mas o que me deixou surpreso que enquanto estava a luz do sol era bastante quente já quando sentava a sombra parecia que se regressava ao inverno, o vento que batia no rosto era bem frio e como um passe de magica o inverno estava de novo presente.
Meu primo e meu irmão me chamaram para nadar, mas não estava com vontade preferi sentar me debaixo de uma arvore para observar o mar e meditar comigo mesmo. O pacifico balançava com suas ondas , minha mente procurava se unir a aquele oceano, como pode existir imensa energia? A origem da vida deve estar ali dentro em algum lugar pensava eu, é muito grande e muito antigo as águas do mar o que será que pode haver no mais profundo do oceano? Nunca poderia saber, mas que mania minha mente querer entender a criação, não se entende se vive. Lutei contra meus pensamentos e deixei para lá o oceano e seus mistérios.
Na maioria dos lugares estava com meu violão, procurando encontrar inspiração para compor musicas. Mas naquele momento não me saia nada, a inspiração vazou pelas as ondas do mar, as musicas das águas eram mais importantes naquele momento guando um forte vento começou a soprar, as ondas estavam ficando maiores, parecia que uma tempestade estava pôr vir.
Meus familiares saíram do mar e me chamaram para ir embora, eu disse que ficaria ali um tempo e depois iria para a casa onde estávamos hospedados. Eles insistiram para eu ir que estava vindo uma tempestade mas disse que não, que queria ficar ali. Como sabiam que eu era impertinente nas minhas decisões me deixaram sentado debaixo da arvore e foram embora.
Todos os que estavam na praia se foram e sobrou eu e os fortes ventos, que aumentavam cada vez mais. Eu gostava de sentir a natureza se enfurecer, me parecia uma vida consciente, enquanto estamos tranqüilos se banhando e apreciando o mar não temos medo. Mas quando a natureza se põem turbulenta, ela parece nos mandar um sinal. Que para estar vivo não é necessário somente de um corpo coberto de carne, mas sim de espirito.
A tempestade era um sinal de que o espirito da natureza estava ali presente, e nos humanos não nos damos conta que pisamos encima de um corpo vivo.
Pensamos que os lugares do mundo são feitos para nos repousarmos e construir projetos materiais. Mas nos enganamos profundamente , a principal função que temos com a natureza e suas varias formas é respeita-la. Quando a terra resolve tremer ela condena varias pessoas a morte, assim também fazem as águas do mar quando se enfurecem. A pouco tempo um tsnunami na Tailândia varreu milhares de pessoas, o que leva a tal desastre ? creio eu que o desrespeito.
Naquele momento não me parecia que haveria um tsnunami mas o mar estava cada vez mais turbulento. Começou a chover bem devagar; procurava sempre respirar profundo e sentir as vibrações emanadas pelas águas. Me levantei deixei meu violão de lado e caminhei em direção ao mar.
Que hora para resolver dar um mergulho, poderia me afogar mas não estava nem ai para as conseqüências sempre respeitei a natureza tenho um elo com ela, não poderia me fazer mal. Dei um mergulho e de cara senti meu corpo gelar pôr inteiro, mas acompanhado do frio senti também a melhor sensação da minha vida.
Era como estar sobre um mundo parado, naquele momento só existia eu e um mar turbulento me puxando para o seu fundo e eu sem fazer esforço nenhum deixava me levar pelas águas.
Ao abrir os olhos me deparei com uma garota com a mão atras de minha cabeça e olhando profundamente em meus olhos.
O que aconteceu? Perguntei a ela um pouco sonolento.
Você tentou se matar! Porquê fez isso?
Não tentei me matar, apenas dei um mergulho.
Mentira eu estava te observando daquela varanda ali.- A garota apontou para uma casa bem perto donde estávamos .
Você largou seu pobre violão; que agora esta ai todo molhado e com certeza vai estragar e pulou no mar para se matar.
Eu me levantei nervoso com suas palavras ela estava ficando louca.
- Já lhe disse que não tentei me matar, pôr que ainda insisti na idéia?
não tentou se matar? Quem pessoa esperaria todos que estavam na praia irem embora e escolheria a pior hora para dar um mergulho?
Esta olhando pra ela agora!Que problema tem isso?- Agora era ela que se levantou as pressas e olhou de novo nos fundos dos meus olhos.
Bem estranho você em! Mas mesmo assim se não fosse eu para te salvar você estaria morto!- É digamos que ela estava certa, no momento que estava no mar deixei me levar totalmente, e não me lembro o momento que desmaiei. Se não fosse pôr esta estranha moça talvez tivesse virado comida de tubarão. O que mais me chamou a atenção foi seu olhar comigo parece que já a conhecia de algum lugar e sua presença me confortava.
Tudo bem você está certa, lhe agradeço pôr Ter salvo minha vida como posso lhe retribuir?
Hum vejamos ,50 mil pesos está de bom tamanho.
50 mil pesos? Eu não tenho toda esse dinheiro aqui comigo.
Estou brincando, o que fiz foi pôr livre vontade estava te observando a algum tempo e você me pareceu uma pessoa sozinha, pôr se excluir debaixo daquela arvore.
Não sou sozinho, apenas as vezes gosto de meditar comigo mesmo para compreender melhor minha existência.
Sei, então você é daquelas pessoas espiritualistas tentando dar sentido a vida. Tudo bem, vamos para casa para você tomar um banho e tirar esta roupa molhada.
Fui para a casa da chilena, nem tinha perguntado seu nome e o que fazia neste pais maravilhoso. Mas minha vida estava salva garaças a ela, de alguma forma tinha que retribuir o favor que ela me fizera.
Chegamos a sua casa ela me pediu que ficasse a vontade, era uma casa simples mas muito confortável e com uma linda varanda. Na sala tinha uma estante com vários livros, dei uma olhada não os conhecia a maioria deles eram de autores chilenos.
- Você deve ser uma pessoa culta. Disse eu olhando seus livros.
Não leio para me tornar culta sabia ou algo assim, ler é uma dos melhores hábitos que um ser humano pode Ter é como se fosse um alimento para o espirito.
Concordo com você, ler também faz parte da minha vida. O que você faz aqui no Chile? E qual seu nome ? A garota misteriosa que tinha salvado minha vida, pegou um cigarro acendeu e sentou em seu sofá permaneceu calado pôr um tempo até que respondeu minha pergunta:
- Me chamo Maria de Lurdes, e que faço aqui no Chile ? Vivo nesta casa a uns dois anos deis de que comecei a estudar letras. Depois destas perguntas Maria de Lurdes começou a falar de sua vida e eu da minha. Nos aprofundamos na historia de nossas vidas, Maria abriu algumas garrafas de vinho, um suculento vinho cabernet sauvignon e nos deliciamos pôr horas ate o momento de nos deliciarmos na cama.
Escrito por Julian Andrew